Publicado por: maldeiaexploratoria | 26/07/2015

Nos grãos de areia

solNa Praia de Pitinga há o Riozinho. Ali, tão pertinho de meu lar se escondia arte. As Meninas com seus olhos-de-arte sempre exigem da areia mais que as sensações no solado do pé: castelos, piscinas, túneis de acesso ao mar, borboletas, cobras, estrelas, corações e nomes riscados na areia. Um festival do imaginário! Impossível para qualquer pai – descentrado um pouco do adultocentrismo e do “nome do pai” – não se habilitar no onírico. Naqueles paredes de areia, em que alguns realizam saltos mortais e parafusos, surgiram sóis incas por vários dias.

Agora o Riozinho estava iluminado por sóis incas iluminando os transeuntes que no Riozinho não o iluminavam, pois era apenas água para um banho no qual não se banharia duas vezes. Mas agora era um banho iluminado por um gigantesco sol inca em relevo na parede de areia.

Me fiz artista naquele dia. Vários tiraram fotos, pararam, contemplaram e levaram a imagem do “Riozinho ao Sol Inca”. Ele está aqui ainda, presente em meu Ser, latente, pedindo pra sair qualquer dia desses. Nos grãos de areia há tanta filosofia e poesia que o mar canta e encanta, mas que nem todo mundo vê.

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