Publicado por: maldeiaexploratoria | 14/02/2015

Vampirismo social

roubando energiaNas relações de confiança que vão se estabelecendo ao longo da vida algumas pessoas reputam uma credulidade quase absoluta nos “parentes”, pois comumente eles transitam por perto, sempre estão derredor e constituem um espaço que pleiteiam satisfação e reciprocidade de suas carências.

Alguns são vampirescos outros espíritos-livres. Tanto aqueles, como estes, sempre serão associados a você de um jeito ou de outro e, tanto melhor e mais próximo da gente os de espíritos-livres. Mas estes (sejam parentes, familiares ou amigos) sempre voam, sonham, viajam, enfrentam desafios, ficam pouco tempo perto da gente. São águias, seres do mundo, positivos, livres, alegres, criativos, felizes com o concreto da vida seja ela como for. De um jeito ou de outro sempre se fazem presentes na nossa vida sem cobrarem “ticket” pela alma e vida compartilhada.

Entretanto os que fazem questão de serem lembrados pelos entorno social comumente não são os de espírito-livre, mas os vampirescos. O tempo (ou não-tempo) de suas vidas se torna a vida de outras pessoas. Deleitam-se com invenções das misérias humanas jogadas ao vento para quem queira nelas acreditar e compartilhar do vampirismo. Se tornam fortes na miséria e não se percebem miseráveis de alma.

Essa manifestação vampiresca está presente em todos espaços, pois é eixo comparativo na trama social. Faz o entorno social colocar as pessoas em seus espaços sociais, seja qual for a sua “matur-idade”. O vampirismo proporciona, temporariamente, “destaque” social superficial porque é uma amostra grátis social, necessária a cumprir um papel transitório, mas que não acessará/conhecerá o próprio local e os locais onde habita. E nessa inacessibilidade formam grupos, se divertem com a miséria alheia, sorriem de modo superficial ao gosto do ecstâse, se auto-afirmam na ampliação do vampirismo de outras vidas até, por fim, explodirem a alma nutrida miseravelmente.

Um protótipo do não-Ser para, num quadro comparativo, os espíritos livres finalmente poderem se encontrar e permitirem acessar os espaços sociais não-vampirescos. Deformação ética não tem cronologia histórica de vida que seja possível remediar, porque a não-vida vampiresca já nutriu tudo do seu não tempo.

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