Publicado por: maldeiaexploratoria | 27/11/2014

RecordAções Unematianas

Nos fins da década de 80 minha saudosa mãe Iveti Ulian Albuquerque, irmãs Soraya Do Lago Albuquerque e Silvana Do Lago Albuquerque iniciaram uma grande aventura do saber. Se matricularam, respectivamente, Pedagogia e Letras, no então Instituto de Ensino Superior de Cáceres, hoje UNEMAT. Em minha lembrança estão várias pessoas daqueles idos, entre as quais João De Deus Dos Santos, Nilce, Maldonado, Vera Regina, Leila Leila Salomão Jacob Bisinoto, João Ivo, Olimpia Maluf Souza, Valdir Silva (cancioneiro da Status), Ana Maria de Renzo, Seu Baú, Seu Zé (MST na Pedagogia)… e tantos outros(as). Nem sei muito bem porque cargas d’água me recordo tão bem de todos eles(as) ante de eu adentrar na UNEMAT! Mais parecem fazer parte de minha juventude sem nunca ter eu estado em suas vidas, a não ser tempos depois ter me tornado amigo de alguns. Tinha lá eu meus 14 anos, por aí, era recém chegado à querida Princesinha do Paraguai. Denominado eu pau-rodado! rs…

A vida de minha família toda teve influência direta da UNEMAT. Minhas irmãs se formaram na UNEMAT, minha mãe se formou na UNEMAT e se tornou professora, meu pai Armandão tornou-se professor (1994 até hoje). Eu me formei em 1999 e me tornei, em 2006, professor, virando colega de profissão de meu querido e amado pai e colega de labuta de pessoas antes “famosas” em meu imaginário. Fins de 80 até fins de 90 formar-se na UNEMAT era um desassossego, a elite matogrossense e cacerense tinham muitas dúvidas dos profissionais que atuariam na cidade. Me recordo que até a OAB/MT chegou a ser contrária ao curso de Direito na UNEMAT. A elite cacerense não estudava na UNEMAT, fique bem claro isso!!!! Naquele tempo estudavam nível superior na UNIC ou noutras IES particulares ou públicas fora de Mato Grosso.

De minha fase estudante da UNEMAT me recordo da intensa participação estudantil. Protagonista amado e odiado na época era Acir Montecchi, estudante de história. Não tinha proximidade com ele, a não ser simpatia pelo partido que atuava e defendia, mas não me sentia confortável com o jeito duro, mesmo grosseiro por vezes ao lidar com a política estudantil. Também não me agradava o seu tom provocador, insinuador, gritante e por vezes intolerante com a reitoria do Maldonado (que se tornou um querido amigo). Achava que era inconsequente seus rompantes críticos de oposição estudantil. Acir não se tornou um amigo, mas também não o tornei um desafeto, apenas me mantive distante.  Ao mesmo tempo solidário em relação à posição político-partidária, mas distante por não concordar com os “meios dialógicos” rs… com os quais defendia suas posições. Mas as defendia!!!!

Ainda nutro minhas desconfianças com o Acir, mas menos em relação as suas posições políticas sempre muito claras, expostas e precisas. Entendo hoje a sua veemência opositora da década de 90, embora ainda discorde. Entendo sua filiação e posição partidária à esquerda respeito e afirmo estarmos no mesmo lado. Foi meu candidato a prefeito!!! Lembra?! Na realidade escrevo isso para afirmar que Acir tem clareza, pra mim, na sua forma de ser e defender politicamente no que acredita. Tem raízes políticas que, hoje, sei, estreitam laços muito antes de eu, menino, adentrar na Princesinha e na UNEMAT. E laços que o colocam com os pés-descalços, que o afirmam como um candidato à coordenação do campos Jane Vanini que glorificará o nome do próprio campus. Essa Universidade já foi sem muros e rebelde. Apesar de ainda não possuir muros, eles existem e não são tão invisíveis assim. Não pleiteio um retorno saudosista às grandes disputas e grupos existentes naquele período. Mas também não me apetece esse mornismo, no qual inexiste uma oposição ou se resolve quase tudo na política do abraço e tapinha nas costas. Prefiro a clareza, o dito, o escárnio, o grito, o exposto!!! E aqui me parece que Acir ainda encarna algo que a UNEMAT perdeu, a sua capacidade de rebelar-se, de enfrentar grupos conservadores. A Unemat não era para ser mais uma, mas diferente!!! Onde está a UNEMAT? Por força histórica e posicionamento político ainda mantido acredito que Acir possuirá comprometimento com bandeiras que ele mesmo lutou no passado. Embora não possa votar, meu apoio está conferido ao Acir Montecchi.

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