Quando há originalidade, criatividade, ousadia e articulação política-educacional administrativa, a indeficiência administrativa torna-se passageira. Entretanto, quando ausentes essas qualidades e a administração universitária fica a mercê de uma bur(r)ocracia estéril, que denomino de “indolência administrativa”, as arbitrariedades aparecem sob o manto da autonomia universitária. Beira a insanidade. Obviamente que não ouso afirmar que a famigerada Portaria ilegal, arbitrária e irresponsável, ”excluindo” competência expressa regimentalmente ao vice-reitor prof. Dr. Elias Januário seja algo de somenos importância. Muito pelo contrário, é indicativo de uma administração pífia, a-crítica e mesmo a-histórica.
Pífia porque ausente a “vaidade intelectual”. Os espaços universitários administrativos são espaços de ocupação de poder, um esquadrinhamento partidário-político com interesses outros que não o ensino superior, mas uma preparação planejada “amadoristicamente” para a ocupação da Prefeitura de Cáceres, ou quem sabe de uma vaga no Legislativo, na Câmara Federal, no Senado, no Governo do Estado, até mesmo na Presidência da República. Nisso, aqui, pensa-se grande!!! A mente de muitos dirigentes unematianos é povoada por este tipo de sonho. Administração vazia de conteúdo, no qual se esforça por preencher por meio de “tapinhas nas costas e apertos de mão” a ineficiência em se pensar uma educação superior para o Mato Grosso.
A-crítica pois o sistema de cooptação partidário-político se faz tão presente nos corredores unematianos como nas prévias às eleições municipais e/ou estaduais. Qualquer manifestação de idéia contrária ao pensamento hegemônico da administração unematiana é tolhida em sua raiz, com um convite ao crítico a passar um período na “Sibéria”. A dogmatização do ensino se faz presente no cotidiano do ensino superior, mas esse problema de a-criticidade não é só unematiano, sejamos francos, é sinal dos tempos atuais em qualquer Instituição. O problema reside na combinação da a-criticidade docente e discente com a partidarização-política educacional conservadora presente na “administração indolente”!
A-histórica porque a UNEMAT que conheci possuía brilho, sonhos, desejos, se fazia ousada, criativa, liberta, pactuada com mão firmes junto ao povo e ao compromisso de se pensar a educação do País e do Estado. Se não tinha um resposta, ousava ao menos buscá-la. A “Universidade rebelde”, por enquanto “sem muros”, MORREU!
Essa UneMat(e) já está ferida de morte há um bom tempo, a arbitrariedade manifestada pelo atual Rei(tor) condiz com sua aproximação a lideranças políticas-partidárias que fazem da política useiro-vezeiro para desmandos, autoritarismo e arrogância. É hora de “unematarmos” a Unemat da vaidade política, dos compromissões partidários-políticos, da indolência administrativa.
Viva Unemat nas idéias e corações de docentes e discente compromissados com sua história.
Parabéns, pelo artigo Prof. Antonio Armando. Retrata fielmente a realidade de uma Universidade que há tempos perdeu a característica de “Rebelde” e “Sem muros”, cedendo espaço a alpinistas políticos, os quais não estão nem um pouco preocupados com a Educação.
Forte Abraço.
Por: Hugo Franco de Miranda em 16/11/2008
às 18:57