Publicado por: maldeiaexploratoria | 06/11/2008

Vazante de cores arco-íris educacionais

        Meu ser absorto ante os arquivos e os infindáveis despachos de uma Instituição Superior de Ensino ainda tenciona um evolvimento educacional diferenciado. Impossível realizá-lo no ensino superior privado e público. No ensino jurídico então…, acredito ainda o ser. Quanto mais me aprofundo na institucionalização de práticas educacionais libertas, mais pareço distanciar-me da sua efetivação. Tempos de vazantes educacionais padronizadas de um ensino superior obsoleto.

Já houve tempo em meu íntimo de uma vazão de sentimentos educacionais que não quer esmorecer.

Prazer em compreender o outro, colaborar, compartilhar, solidarizar, dialogar, ouvir, olhar, tocar, cheirar, saborear, tecendo o pulsar do conhecimento com várias cores arco-íris impregnadas na existência múltipla da coexistência na vida de pessoas. Muito latente palpita incessantemente o prazer-coração pela Universidade Popular Comunitária de Cuiabá. Tempos de um ensino primaveril ladeado por flores-pessoas desejosas em saborear o diálogo-aprendizagem-existencial.

No coração da Latino-América preparou-se solo fértil para sementear várias flores-pessoas pela aprendizagem na e pela existência. Popular não se tornou, brotou assim pelas mãos e mentes de pessoas-sementes entre as quais a semente-flor Maldonado.

Mãos dadas e voz uníssona de pessoas-flores em prol da construção da experiência mais rica e original de educação em Mato Grosso. Horizontalização institucional, saber com sabor, artisentes, coartisentes, mesas, oficinas, ferramentarias, laboratórios de intervenção, saberências, causação, evolver, alteridade, identidade, memória. Afirmação da abstração propositada à concretude. O fazer e refazer fazendo, construindo em conjunto. Negação da uni-versidade e afirmação da multi-versidade. Popular, pública e política por inspiração.

Desconcertante a realidade UPC não se tornar modelo para a ampliação educacional no Estado e no Brasil. Ao arrepio do ordenamento constitucional e estadual vigente os obstáculos para a ampliação e reconhecimento. Politiqueiros na sua (des)construção.

De prova de seleção com vários candidatos a artisentes ao apadrinhamento político; de relatórios de aprendizagens construídos com os coartisentes à padronização de diários obsoletos; de verbas orçamentárias municipais para a manutenção de pessoal e projetos à preparação momentânea de cursinhos pré-vestibulares populares massificados; de ampliação de construções de salas de aulas para a UPC às salas para os cursinhos; de liberdade na arte de se relacionar e apreender a aprender à vigilância cotidiana da aprendizagem; de jardins sem muros convidando ao zelo e à participação comunitária aos muros, grades e telas dificultando a aproximação. Essa não é a UPC, mas o desmonte político capitaneado pela insensibilidade educacional de gerentes mercantis ocupando o espaço público.

Pulsa, ainda pulsa, latente, muito latente, em corações e mentes de sementes-pessoas a UPC que se é, se faz, se luta, se articula, se expande, se denuncia, se mantém. Viva a UPC em sentimentos cores arcos-íris de Maldonado, Alvani, Maria de Fátima, Marcos, Valdevino, Maria Sueli, Ramos, Andrea, entre outros, artisentes-adubo de um solo fértil a continuar brotando flores-pessoas por este chão pantaneiro. Viva a UPC em sentimento arco-íris representados em todos os coartisentes flores-pessoas Sr. Aureo e Sr. Sebastião. Viva UPC!Saudades UPC.

 


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